uma artista da cor

Bebel Franco é carioca e artista plástica, formada em moda pelo Studio Berçot em Paris. Especialista em cores, seu trabalho habita o universo das estampas e do imaginário feminino.

 

Em 2010, aceitou a proposta do designer paulista, Fernando Jaeger, de transformar seus quadros em estampas. Ela nem imaginava as muitas novas perspectivas que esta ousadia abriria para sua vida e obra. Apaixonou-se pelo ofício e desde então não parou de criar.

 

Atualmente, Bebel assina estampas para Fernando Jaeger,

Atelier Lá na Ladeira, Papel Craft, H.Stern Home, Bali Blue, Stickeria e Tok & Stok. Em março de 2012 levou sua arte mais longe ao criar, a convite da Macy’s, rede líder de lojas de departamento nos EUA,

o cartaz conceito do evento anual de primavera Macy's Flower Show.

 

Obssessiva e detalhista, Bebel expressa sua paixão por estampas, cores fortes e contrastes produzindo superfícies que transbordam alegria. Tudo isso sem abandonar a pintura, onde tudo começou, e sempre aberta para as novas aventuras que a arte lhe proporciona todos os dias!

As cores de Bebel são francas

Viviane Mosé · 2007

Bebel fazia aulas de arte quando criança. Gabriela nasceu e ela começou a pintar. O Centro Cultural do Brasil na Colômbia resolveu fazer uma exposição e ela vendeu tudo. Teve um tempo em que só fazia cerâmica. Mulheres era o que fazia. Na Colômbia só tratou de casamentos: homem e mulher, máquina de lavar, liquidificador e bolo de noiva. Naquela época só usava tinta de parede com uma mão de verniz por cima. Quando chegou ao Rio quis pintar sério e precisava de tinta séria, passou pra acrílica. 


Ela acha que aqui tornou sua pintura mais limpa.


Bebel trabalha com sobras de lixo, tecidos antigos e objetos de plástico, restos de memória e decalques de livros didáticos de sua infância. O que faz é uma colcha de retalhos com os fragmentos de memória e materiais que encontra no dia a dia.
Gosta de explicitar os contrastes presentes em todas as coisas. 


Então os aproxima, juntando sobre a tela coisas que não se aproximariam. 


Assim, ao aproximar o limite das coisas, ela pinta os limites que quer romper. O que parece buscar é encher os objetos de significação e poder, afirmando tanto a época, os costumes, quanto sua superação.


O que parece, enfim, fazer é um inventário do acúmulo de coisas e situações que vive. Como se duvidasse da perenidade das coisas, ela fixa na tela os objetos e situações. Algumas vezes, duvidando da concretude da pintura, recorre à palavra, nomeando as imagens que surgem. 


Como se sua pintura fosse um dicionário de coisas e situações.


Eu tenho o dom da cor, ela diz. As cores me são dadas. Eu não escolho, não penso, vem de presente. Mas queria mesmo fazer uma coisa que incomodasse, queria chegar a uma estética do nojento, mas acabo caindo na harmonia que aprendi a usar estudando moda. Eu acabo caindo nas estampas; sou fascinada por estampas.


Ao abrir mão do inventário das coisas, ao descansar da tarefa de fixar o mundo na tela, Bebel se entrega às estampas. Como uma ação que afirma o vazio da ação, suas estampas desfilam cores e formas, como o tempo desenha coisas no corpo. Aqui, Bebel simplesmente pinta as cores que recebe de presente. Para nosso deleite.

bebelfranco@bebelfranco.com.br / whatsapp: (21) 981195560

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